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O Atendimento Psicopedagógico

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Quem ensina e quem aprende:

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4 de novembro de 2013

Consciência Negra-A valorização da diversidade étnica e racial na Educação Infantil.




 O termo educação infantil remete a um conceito relativamente recente na História do Brasil. Creche, maternal, jardim de infância, escolinha... não eram espaços de educação.
Hoje, a Educação Infantil passou a ter o papel de cuidar e também educar. É a primeira etapa da Educação Básica, dever do Estado, opção da família e direito da criança. Esses princípios estão garantidos pela Lei de Diretrizes e Bases, o Estatuto da Criança e do Adolescente e pela Constituição Federal.
Como a desigualdade étnica e racial no Brasil chega tão cedo às salas de atendimento nessa etapa da educação?
Que sociedade é essa, afinal? E o que ela vem sinalizando sobre a nossa diversidade? Como será que os jornais e as revistas, por exemplo, costumam representar as crianças negras?
A sociedade já está mais atenta à necessidade de representar a diversidade étnica e racial brasileira seja nos brinquedos, seja na mídia. E esse caminho também vem sendo trilhado por algumas escolas.
Em 1996, a LDB passou a considerar a Educação Infantil como a primeira etapa da Educação Básica, entendendo a criança como um sujeito histórico, produtor de sentido e inserido num contexto histórico e cultural.
A Educação Infantil deve valorizar desde cedo auto-estima das crianças, a cultura negra e a diversidade étnica e racial dentro da escola. E esse é o caso do CEMEI Marrara, escola de São Carlos, cujo projeto pedagógico foi um dos vencedores quarta edição do Prêmio Educar para a Igualdade Racial.

Para tratar de uma temática tão complexa como o respeito à diversidade com alunos tão pequenos eles utilizaram atividades lúdicas como brincadeiras, contação de histórias e até aulas de culinária.
A primeira infância é um momento crucial na formação da identidade. Deve valorizar a auto-imagem das crianças e criar modelos que confirmem essas expectativas. O projeto Heranças e Valores Civilizatórios Afro-brasileiros desenvolvido na Escola Municipal Mário Quintana, em Diadema, é um exemplo, tendo sido o primeiro colocado na quarta edição do Prêmio Educar Para A Igualdade Racial, promovido pelo CEERT – Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (www.ceert.org.br).
A valorização da vida e da cultura dos afrodescendentes é uma questão que está na pauta do dia de Diadema, a quarta maior cidade em número de população negra do país.
Além das atividades lúdicas, a escola realizou um trabalho com tranças, buscando a valorização da auto-imagem da criança negra. Deu tão certo, que todas as meninas, negras e não negras, adoram trançar seus cabelos!
Essas duas experiências de Educação Infantil provam que é possível valorizar a diversidade étnica e promover a equidade.
Fonte:http://antigo.acordacultura.org.br/